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Confira os 10 principais erros no ambiente de trabalho:

 

1) Chegar atrasado
2) Mentir
3) Não respeitar hierarquia
4) Pouca flexibilidade
5) Uso abusivo da internet e redes de relacionamento
6) Conversas paralelas durante o expediente
7) Usar o telefone da empresa para conversas pessoais
8) Brincar fora de hora
9) Não saber trabalhar em equipe
10) Não respeitar os colegas de trabalho
  * Fonte: Trabalhando.com.br

Preguiça de sofrer, por Zuenir Ventura

 

 

Há 26 anos, elas cumprem uma alegre rotina: às sextas-feiras pela manhã sobem a serra e descem aos domingos à tarde, quando não permanecem a semana toda lá, em sua casa de Itaipava, distante hora e meia do Rio.

 

São quatro irmãs de sobrenome Sette – Mily, a mais velha, de 86 anos; Guilhermina (84), Maria Elisa (76) e Maria Helena (73) – mais a cunhada Ítala (87), a prima Icléa (90) e a amiga de mais de meio século, Jacy (78). O astral e a energia da “Casa das sete velhinhas” são únicos. Elas cuidam das plantas, visitam exposições, assistem a shows, lêem, jogam baralho, conversam, discutem política, vêem televisão, fazem tricô, crochê e sobretudo riem. Só não falam e não deixam falar de doença e infelicidade. Baixaria, nem pensar.

 

Quando preciso tomar uma injeção de ânimo e rejuvenescimento, subo até lá, como fiz no último sábado. Já viajamos juntos algumas vezes, como a Tiradentes, por cujas redondezas andamos de jipe, o que naquelas estradas de terra é quase como andar a cavalo. Tudo numa boa. Elas têm uma sede adolescente de novidade e conhecimento. Modéstia à parte, são conhecidas como “As meninas do Zuenir”. Me dão a maior força.

 

Quando sabem que estou fazendo alguma palestra no Rio, tenho a garantia de que a sala não vai ficar vazia. São meu público cativo e ocupam em geral a primeira fila. Numa dessas ocasiões, com a casa cheia, elas chegaram atrasadas e fizeram rir ao se anunciarem a sério na entrada: “Nós somos as meninas do Zuenir”. Nos conhecemos nos anos 70, quando morávamos no mesmo prédio no Rio e Maria Elisa, que é química, passou a dar aulas particulares de matemática para meus filhos, ainda pequenos, de graça, pelo prazer de ensinar. Depois nos mudamos, continuamos amigos e nossa referência passou a ser a casa de Itaipava, onde minha mulher e eu temos um cantinho, um pequeno apartamento na parte externa da casa, os “Alpes suíços”. No começo o terreno não passava de um barranco de terra vermelha. Hoje é um jardim suspenso, com árvores e flores variadas que constituem uma atração para os pássaros.

 

Dessa vez, não cheguei a tempo de ver a cerejeira florida, mas em compensação assisti a uma exibição especial de um casal de papagaios. O interior da casa é um brinco, não fossem elas meio artistas, meio artesãs, todas muito prendadas, como se dizia antigamente. Helena e Jacy, por exemplo, tecem mantas e colchas de tricô e crochê que já mereceram exposições. Mily desafia a idade preferindo as novas tecnologias e a modernidade, sem falar no vôlei, de que é torcedora apaixonada. Sabe tudo de computador e, com Jacy, freqüenta todos os cursos que pode: de francês a ética, de inglês a filosofia. Na parede, Tom Jobim observa tudo. A foto é autografada para Elisa, de quem ele foi colega no Andrews.

 

Aliás, nesse colégio da Zona Sul do Rio, Guilhermina trabalhou 53 anos, como secretária e professora de Latim, que ela ensinava pelo método direto, ou seja, falando com os alunos. Ficou muito feliz quando na praia ouviu, vindo de dentro do mar, o grito de alguém no meio das ondas, provavelmente um surfista: “Ave, magister!”. Amiga de personagens como o maestro Villa-Lobos, ela ajudou ou acompanhou a carreira de dezenas de jovens que passaram por aquele tradicional colégio, cujo diretor uma vez lhe fez um rasgado elogio público, ressaltando o quanto ela era indispensável ao educandário. No dia seguinte, ela pediu as contas, com essa sábia alegação: “Eu quero sair enquanto estou no auge, não quando não souberem mais o que fazer comigo”. Foi para casa e teve um choque, achando que não ia suportar a aposentadoria. Durou pouco, porque logo arranjou o que fazer. É tradutora e gosta muito de etimologia: adora estudar a vida das palavras desde suas origens, principalmente quando são gregas. Ah, nas horas vagas faz bijuterias.

 

Para explicar como se desvencilhou do vazio de deixar um emprego de 53 anos e começar nova vida já velha, Guilhermina usou uma frase que se aplica a todas as outras seis velhinhas e que eu gostaria de adotar também: – “Tenho preguiça de sofrer”. Não são o máximo as meninas do Zuenir?

 

 “Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional” (Roberto Shinyashiki)

 

Este texto foi publicado em homenagem a minha avó, Lia do Amaral Ambrósio, internauta e leitora assídua do blog e por quem tenho eterna admiração.

MEN AT WORK

Senhoras e senhores: estou de férias!!

Vou viajar, descansar, dedicar mais tempo à família, namorar minha esposa, encher o saco dos amigos que estiverem trabalhando, viajar mais um pouquinho, descansar de novo, afinal, ninguém é de ferro, tomar uns chopes, resolver uns pepinos, pensar na vida, ler uns livros – estou lendo agora “prazeres à luz do abajur”, de Ruy Castro – observar atentamente o entardecer em cada um dos digníssimos 30 dias de vida mansa, retornar aos gramados nas peladas de fim de ano, enfim… carpe diem.

Para não deixá-los órfãos das baboseiras aqui escritas rotineiramente, escolhi uma imagem para representar meu esforço nos dias que se seguem. Volto logo. Quem sabe os próximos textos não virão acompanhados de um petisco em um boteco à beira-mar?

Até!

 

Pra quem não aguentar de saudades:  www.twitter.com/josebritocunha 

Quando vi este vídeo, ao lado de uma amiga no trabalho, fiquei pensando em uma palavra pra resumir tal produção. Pensei, pensei, pensei… e cheguei a uma: emocionante. Só que, aí,  pensei mais um pouquinho antes de colocar este post aqui no blog e vi que estava errado. A palavra certa é: IMPECÁVEL! Depois, fiquei pensando em uma justificativa para a escolha. Essa foi fácil. Pensei que já estava pensando demais e deveria, sim, ficar quieto, em silêncio, calado e apreciar a obra em questão. Obra-prima. E por infinitos motivos;  seja pela música genial, pelo talento das dezenas de músicos de rua em cada canto do planeta, seja pela causa defendida, pela forma de passar a mensagem, pelo esforço das equipes de produção, pela mixagem e edição final, seja pelo “gogó-de-ouro” daquele cantor em Nova Orleans, seja pelas quase 15 milhões de exibições no YouTube ou até pelo fato de que eu entrarei de férias amanhã e posso estar um pouco mais sensível e feliz, seja por qualquer coisa… o vídeo é muito legal.

 

Aconteceu domingo, por volta das 21h30 – hora de Brasília – na Califórnia, o que já pode ser considerado um marco na internet. A banda irlandesa U2 se apresentou no estádio Rose Bowl, aquele mesmo onde o Brasil conquistou o tetra contra a Itália em 94. O show foi transmitido, ao vivo, para mais de 19 países pelo You Tube e, claro, seguido pelo Twitter. É, coisa chique.  Vejam um trechinho da experiência de quem estava a milhas e milhas distante do Bono.

 

 

Conversando com um amigo sobre situações que acontecem em aeroportos e tiram a gente do sério, lembrei deste vídeo. Uma banda canadense teve seu material de trabalho (guitarras e outros instrumentos valiosíssimos) quebrado durante uma viagem da United Airlines. Os músicos procuraram seus direitos e, inconformados com o descaso da companhia, fizeram um clipe satirizando o ocorrido. Resultado: mais de 5 milhões de acessos no You Tube e prejuízo ressarcido. Acho que depois dessa vou começar a cantar no balcão quando um voo estiver atrasado e ver se ganho algum troco.

 

Este aí abaixo é Alexandre Henderson, colega de redação e apresentador do programa Globo Ciência. Ele acaba de ser indicado ao prêmio de melhor apresentador de TV do troféu raça negra 2009. Tem meu voto. 
 
 

alexandre henderson globo ciência

 

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www.trofeuracanegra.com.br

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