nos bastidores


Parte da equipe do Canal Futura cobrindo a Rio+20 no Forte de Copacabana.

Estúdio sustentável com cenografia feita com bambu, lâmpadas de baixo consumo, madeira de reflorestamento e mobiliário de papelão.

Após entrevista, Marina Silva deixa recado em nosso mural temático.

Quando aquele sujeito de altura mediana, cabelos ralos e sotaque latino me abordou no corredor do oitavo andar para dizer “bom dia” – numa clara tentativa de improvisar fluência em língua portuguesa – não imaginava que dali a poucos minutos iria descobrir sua verdadeira identidade. Diretor editorial de um jornal de El Salvador, seu nome era Carlos Dada. Figura das mais simpáticas e com uma trajetória invejável. Estávamos ali para a abertura do seminário internacional de jornalismo investigativo. Organizado pelo Canal Futura e a Fundación para o Nuevo Periodismo Iberoamericano, com sede em Cartagena, Colômbia, o evento reuniu cerca de 40 profissionais interessados na cobertura de temas relacionados à segurança pública. Entre eles, Carlos. Jornalista de longa data e tiro nas costas, ele apresentou aos colegas de trabalho uma reportagem em vídeo sobre uma rede de corrupção entrelaçada por políticos, policiais, empresários, fazendeiros e mais uma dúzia de personagens envolvidos nas mais variadas formas de crime e contravenção. Com nomes e fotos dos rostos dos criminosos estampados em tela cheia, o material é prova de que a imprensa tem, sim, papel determinante na busca por desenvolvimento humano e justiça no mundo. Mais detalhes em http://www.elfaro.net/

Onde há falta de acesso à educação e pobreza há mais chances de comprometer o futuro de uma criança. Por isso, esclarecer à sociedade onde e como acontecem os fatos, de forma contextualizada, é dever cívico de um jornalista. Não se entregar ao primeiro relato e comparar fontes e dados é obrigação. Não tive razões para admirar Carlos em meio aos demais. Cada um tinha uma história pra contar e um ponto de vista a defender. Políticos, jornalistas, lideranças comunitárias, empresários, analistas… não importa. O fato é que, seja em um país com o tamanho do Brasil ou de El Salvador, a rotina de profissionais de comunicação tem semelhanças ao ponto em que o encontro entre alguns deles pode fazer a diferença no dia-a-dia de milhões de leitores e telespectadores. Saio bastante satisfeito da intensa troca de experiência com este grupo maravilhoso e espero poder colocar em prática boa parte do que ouvi.

Na foto acima, Carlos Dada está sentado e veste camisa preta.

Abaixo, um trecho do programa Sala de Notícias em Debate com outros colegas do encontro.

leia+ http://www.futura.org.br/canal-futura-promove-seminario-de-jornalismo-sobre-seguranca-publica/

É muito divertido fazer parte deste prêmio. Todos os anos o Jornal Futura exibe uma edição especial sobre a valorização de boas práticas na educação pública brasileira. De todos os cantos do país surgem inscrições de gestores engajados na melhoria dos processos de ensino e aprendizagem. Não importa o tamanho do desafio, a falta de recursos, as limitações. O que vale é o olhar sobre a matéria-prima. Com criatividade, coragem e entusiasmo eles fazem a diferença diariamente ao construir ao lado de estudantes e da comunidade um futuro mais justo e inovador. Nos meus tempos de escola lembro-me das feiras de ciências, das olimpíadas escolares, da fila para entrar na sala de aula, do hino nacional ao amanhecer, daquele cheiro de álcool do mimeógrafo, do frio na barriga antes das provas de química, dos beijos roubados nos corredores do terceiro andar do Instituto Social São José em Petrópolis-RJ, enfim… são tantas as boas lembranças que só me resta agradecer o acesso que tive a uma educação de qualidade. Acesso este que me faz pensar todos os dias no papel de um jornalista que trabalha em uma instituição onde o foco é a educação. Por isso, o meu foco é, sim, diariamente, fazer uma interface entre estas boas práticas educacionais e telespectadores e internautas. É como diz um anúncio que vi recentemente: dividir conhecimento é multiplicar oportunidades!

No link abaixo reportagem exibida no Jornal Nacional.

http://g1.globo.com/videos/jornal-nacional/t/edicoes/v/premio-nacional-de-referencia-escolar-incentiva-melhorias-na-educacao/1688471/

leia+  http://www.futura.org.br

Há algumas semanas percorri o centro do Rio pra fazer uma reportagem sobre crianças e adolescentes em situação de rua. Não foi a primeira vez que cobri o tema e nem será a última. No entanto, é sempre difícil ver e rever o abandono em que se encontram muitas famílias nas grandes cidades. Hoje, existem cerca de 24 mil pessoas com menos de 18 anos vivendo nas ruas nas 70 cidades com mais de 300 mil habitantes no Brasil. É preciso, cada vez mais, a sociedade entender as consequências das diferenças sociais no país e cobrar dos seus governos mais serviços de qualidade e oportunidades para todos.

Parafrasear Lulu Santos é fácil e necessário. Falar de cura, milagre e outros desafios que assolam a humanidade é mais difícil. Ontem participei do banquete de premiação das melhores práticas em saúde no mundo. O evento marcou o encerramento do Conselho Global de Saúde 2011. Foi muito bom ver exemplos de enfermeiros engajados na prevenção da transmissão vertical de HIV na África Subsaariana, médicos voluntários que colaboram com o tratamento da tuberculose na Índia, projetos sociais articulados em rede para troca de experiências em saúde dentro de hospitais, clínicas e comunidades de países em desenvolvimento, principalmente em zonas tropicais, onde doenças como a malária ainda causam milhares de vítimas todos os anos. E ainda, jornalistas especializados na cobertura do tema, políticos e outros convidados. Ao meu lado esquerdo na foto, Bel Levy, representando a Fiocruz e o Ministério da Saúde. Pela direita, Renata Affonso, jornalista freelancer. Apesar das dificuldades, é possível perceber o esforço conjunto da comunidade científica – e seus lucros, é claro – poder público e sociedade para ampliar o desenvolvimento de diversas formas de prevenção, tratamento e acesso a medicamentos. Esforço que, em muitas situações, se resume a pesquisa, informação e financiamento. Bilhões e bilhões de dólares que bem poderiam ser usados para melhorar a qualidade e expectativa de vida em muitos lugares ao invés de salvar bancos comprar armas ou sumir pelos ralos desgastados da corrupção mundial.

+ info em:

http://www.globalhealth.org

http://www.globalhealthtv.com

Estou há quase duas semanas longe de casa. Se não fosse este computador no meu colo, a vida estaria mais difícil. O movimento no lobby do Omni Shoreham Hotel Washington (nome pomposo, né?) está intenso. Durante o conselho de saúde que estou cobrindo, centenas de pessoas circulam dia e noite por aqui. Achar um lugar pra sentar e relaxar por alguns poucos minutos não é fácil. Vaga em uma poltrona como esta, então… no mercado negro deve estar valendo uns U$20,00. No entanto, com um capuccino por perto e uma boa banda largar para acessar a internet tudo se resolve.

 

Este acima é Emani Krishna Rao, jornalista indiano que participa comigo do J2J em Washington DC. Abaixo, a turma reunida para debates sobre saúde em países como Índia, México, África do Sul, Rússia, China, Nigéria, Brasil e EUA. Tem sido uma bela troca de experiências e um aprendizado muito importante para os profissionais de comunicação.

Mais informações em http://nationalpress.org/


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