direto do celular


Sábado de manhã nas cercanias da Gávea. Era cedo quando tomava café no Instituto Moreira Salles no Rio e presenciei uma manifestação expontânea da vida selvagem. Uma lagarta lutando pela vida nas garras de um calango. Cena digna do National Geographic Channel (rsrs…) em plena paisagem urbana. Repare bem. Em meio aos pedregulhos uma mandíbula feroz.

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Salve Rio!

 

O Sol se despediu não tem dez minutos. Caminho pelas ruas da capital americana seguindo um fluxo migratório constante. Vinham de todas as direções. Jovens, crianças e adultos atravessam as quadras e se posicionam em linha nas duas entradas do jardim. É tarde de jazz em Washington DC. Uma vez por semana, sempre às sextas-feiras, a comunidade se une após o expediente com canecas em punho ao redor do palco montado na beira do lago. Ambiente familiar regado à cerveja e sangria. Sentados no chão, todos contemplam a arte. Arte de viver em paz ao som de boa música.

O corredor parecia interminável. O tom azul claro dominava o ambiente já carregado de angústia no ar. Manhã de um dia de feira na Emergência de um hospital público do Rio. Saga de pai e mãe comum a uma parcela da sociedade que paga a conta pelo próprio desconhecimento ou descaso alheio. É dengue, diz o doutor. Meu Deus! Tem certeza? Será que não é uma daquelas viroses da estação? Não há dúvida. Ele terá que permanecer em observação no tratamento intensivo. Vamos aguardar.

O diálogo fictício para muitos leitores bem que poderia ser realidade de outros tantos vizinhos a esta cena ridícula pela qual passo com meu cachorro todos os dias ao amanhecer. A obra ficou pronta e os irresponsáveis – ou até ignorantes – largaram o chafariz assim: desativado, mas com um filete d’ água capaz de servir de hotel para o acasalamento e proliferação do tal do mosquito. Pior, peões e chefes de obra nada tem a dizer quando questionados sobre as possíveis causas de internação de mais um visitante dos corredores azuis. Inacreditável!

O empreendimento fica na Barra da Tijuca, nos fundos da concessionária Fiat EuroBarra.

Esta e outras fotos seguiram para a coluna de Alcelmo Góis. Vamos aguardar.

 

Orla de São Conrado, dia de feira. Mar tranquilo, trânsito pesado e muito tempo pra contemplar a paisagem. Calmaria surpreendente para um frenesi que se aproximava poucos metros adiante. Colisão entre van e moto. Discussão no acostamento, curiosos de plantão e eu ali, inerte na janela do ônibus comuntário como um observador na platéia do teatro. Como por acaso, ao meu lado direito a imensidão azul. Tranquilidade total à beira mar. Respiro fundo e volto a dormir.  Menos de 48h depois e a mesma cena passa pela minha rotina. Final de semana, trânsito inacreditavelmente lento para o horário e, adivinhem: ressaca na costão da Niemeyer. Dois momentos, dois cliques pelo celular e vida que segue.

 

 

Estive hoje pela manhã no prédio da prefeitura do Rio para uma entrevista com o Secretário Municipal de Assistência Social, Rodrigo Bethlem, sobre crianças e adolescentes em situação de rua. Durante o chá de cadeira que precedeu a gravação em 40 minutos, observei a paisagem pela janela do quinto andar. Surpreso fiquei ao me deparar com esta estrutura ridícula sobre a Avenida Presidente Vargas. Útil, sim. Bonita, bom… sei que gosto não se discute, mas PELAMORDEDEUS!!!

Todos os dias faço este caminho para ir trabalhar. A estrada é longa e só me resta observar a paisagem para passar o tempo entre a Barra da Tijuca e o centro da cidade. Ao som de uma boa música a tarefa fica mais fácil. Estamos na avenida Niemeyer. De um lado o paredão rochoso. Do outro, o mar e os pássaros. Não sei ao certo. Acredito se tratar de biguás. Tentei acompanhá-los durante a viagem.

 

ps: Na verdade, são aves, alerta o colega-conhecedor-de-fauna e bom peladeiro, Rico Nerher.

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