Sabe aquela piada sem graça? Aquela que você demora a entender ou até entende bem rápido, mas não consegue sorrir? Pois bem. Ao me deparar com o bom e velho dilema de escolher um canal na frente da TV, passei por um filme cujo nome me despertou interesse: Pneu. É sério. Pra início de conversa, o filme tem o sugestivo nome de pneu. Apertei mais um botão em meu potente controle remoto e fui em busca de uma explicação meramente plausível para tamanha criatividade. Na sinopse, mais um susto. Tratava-se de um filme contemporâneo. Datado do ano de 2010. Puta que pariu!! Antes fosse um clássico do cinema mudo ou ainda um seriado mexicano da década de 1970, sei lá… mas, não. Um filme recente. Fiquei pensando no que poderia render uma obra cinematográfica com este título. Rendeu mais alguns cliques no controle. Aquilo prendeu minha atenção. Fiquei curioso em saber como um desgraçado de um roteirista, produtor ou diretor foi capaz de chegar a tão belo nome ao terminar de rodar uma película. E não para por aí. Classificação indicativa: 16 anos. Categoria: terror. Personagem principal: o pneu. Caramba!!! Era verdade. Alguém dirigiu um filme em que o protagonista era um pedaço redondo de borracha. Detalhe: o tal pneumático tinha instinto assassino. Comecei a rir. E não era só isso. Acredite se quiser: com poderes telepáticos!! Era demais para compreensão humana. Às vezes fico pensando: deve haver algum universo paralelo onde as pessoas são muito mais inteligentes do que eu. Algo do tipo “caverna do dragão”. Não consigo acompanhar tanta (r)evolução da espécie. Não resisti e peguei meu celular pra registrar este momento célebre, digno de uma estatueta hollywoodiana. Por momentos, breves momentos, confesso, o pequeno trecho que assisti me lembrou Javier Bardem em “Onde os fracos não tem vez”. Há testemunhas. Sabrina estava ao meu lado e não me deixa mentir. Pior do que Big Brother Brasil!!

Peraí, já estou exagerando…

Tirem suas próprias conclusões porque eu vou ler meu livro.

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