Brasileiro até no nome, ele teve uma trajetória de vida diferente dos demais jogadores de futebol. Embora o sonho de criança seja o mesmo de praticamente todo garoto que nasce no Brasil, quando chegou à juventude fez questão de se formar em medicina antes de continuar a carreira. Essa é apenas uma das fases da vida de Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira ou, simplesmente, o Doutor Sócrates. Ex-jogador do Corinthians e da seleção brasileira, ele foi meu entrevistado no dia 19 de julho de 2009.

O bate-papo que tive com Sócrates aconteceu no estádio do Botafogo de Ribeirão Preto-SP. Foi lá que o “doutor” começou a carreira. Na entrevista, Sócrates conta como foi a mudança de Belém do Pará, sua cidade-natal, para o interior de São Paulo. Fala sobre o que considera uma das maiores injustiças do futebol internacional: a eliminação do escrete canarinho da Copa do Mundo de 1982 na Espanha; sobre o uso do “calcanhar” como estilo de jogo. Não mede palavras para opinar sobre o mercado do futebol, que cada vez mais cedo leva nossos jovens talentos para fora do país. Sócrates lembra ainda como foi a Democracia Corintiana, movimento liderado por ele e outros jogadores na década de 80, quando parte do time cobrava participação nas decisões políticas do clube. Detalhe: isso aconteceu em plena ditadura militar e na época em que no Brasil não havia eleições diretas para presidente da república.

Entre outros assuntos, o “magrão” faz uma análise crítica do futebol como instrumento de formação de adolescentes e jovens e como clubes, atletas e governos poderiam colaborar com a inclusão social através do esporte.

A entrevista será reexibida nesta terça  às 22h30 no Canal Futura.

Anúncios