Todos os dias quando saio de casa converso com eles, seja para dar boa tarde, perguntar como anda aquela obra interminável que chega sem avisar na forma de cota extra ou, simplesmente, saber das novidades da vizinhança. O time de porteiros do meu prédio é sensacional! Só craque. Outro dia, trocando prosa com um deles, o Assis – tricolor dos mais fanáticos que conheço – descobri que internet e rede social também fazem parte da rotina da turma da guarita. Alguns são mais tímidos, outros extravagantes, mas todos esbanjam simpatia. Cordialidade não falta. E o melhor, entendem como poucos do bom e velho esporte que o brasileiro gosta. Falar de futebol é uma arte. Dizem por aí que existem três categorias dos entendidos no assunto: porteiros, garçons e motoristas. Pelos colegas da portaria garanto sucesso na crítica. Concordar ou descordar do jogo do fim de semana não importa. O que vale é parar ali por alguns minutos e debater sobre a peleja, o campeonato, as baladas dos jogadores pela noite da Barra da Tijuca. Todo mundo sabe do riscado um pouco. Entre botafoguenses, vascaínos, tricolores e rubro-negros nunca haverá consenso. Fato que se repete ao amanhecer, entardecer ou na madruga.

Salva a classe boa de bola e de conversa fiada sobre futebol.

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