http://player.vimeo.com/video/18032940

Recebi este víde do meu pai, fiel colaborador deste blog. Passo pelo Jardim Oceânico diariamente. São pelo menos duas horas do meu dia jogadas fora, com a bunda sentada no ônibus comunitário, transporte público ou ao volante do meu carro. Engarrafamentos de rotina para alimentar o ócio criativo. Penso na vida, escuto música, ouço rádio, leio jornal, falo sozinho. Falo mesmo. Muitas vezes meus diálogos com o inconsciente vão além da imaginação. Sai até briga. Brincadeira. Pois é. Como todo morador da Zona Oeste do Rio de Janeiro clamo por melhores serviços públicos em uma região que não foi feita para pedestres. Vias de alta velocidade me fazem sentir saudades daquele jogo do Atari – videogame que só os que têm mais de 30 curtiram na infância – onde o patinho tentava atravessar várias pistas e sempre quando respirava aliviado ao vencer uma etapa, surgia um caminhão na contra-mão e espatifava o bichinho.

Que venha o metrô. Que venha logo antes da densidade demográfica da Barra da Tijuca e adjacências explodir e inviabilizar a demanda pretendida pelo serviço.

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