Parafrasear Lulu Santos é fácil e necessário. Falar de cura, milagre e outros desafios que assolam a humanidade é mais difícil. Ontem participei do banquete de premiação das melhores práticas em saúde no mundo. O evento marcou o encerramento do Conselho Global de Saúde 2011. Foi muito bom ver exemplos de enfermeiros engajados na prevenção da transmissão vertical de HIV na África Subsaariana, médicos voluntários que colaboram com o tratamento da tuberculose na Índia, projetos sociais articulados em rede para troca de experiências em saúde dentro de hospitais, clínicas e comunidades de países em desenvolvimento, principalmente em zonas tropicais, onde doenças como a malária ainda causam milhares de vítimas todos os anos. E ainda, jornalistas especializados na cobertura do tema, políticos e outros convidados. Ao meu lado esquerdo na foto, Bel Levy, representando a Fiocruz e o Ministério da Saúde. Pela direita, Renata Affonso, jornalista freelancer. Apesar das dificuldades, é possível perceber o esforço conjunto da comunidade científica – e seus lucros, é claro – poder público e sociedade para ampliar o desenvolvimento de diversas formas de prevenção, tratamento e acesso a medicamentos. Esforço que, em muitas situações, se resume a pesquisa, informação e financiamento. Bilhões e bilhões de dólares que bem poderiam ser usados para melhorar a qualidade e expectativa de vida em muitos lugares ao invés de salvar bancos comprar armas ou sumir pelos ralos desgastados da corrupção mundial.

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