ROTINA DA NOITE: Bom, essa é difícil. Dia de semana. Final de semana. Feriado. Quando é que a noite começa? Trânsito? Sono? Hora-extra? Sexo? Leitura? Filme? Prosa? Verso? Futebol? Chopp? Casa? Viagem? Festinha boba no apê? Show na Lapa? Teatro? Nada. Nda mesmo. Tédio.  Happy hour? Jantarzinho a dois? Por-do-sol? Qualquer lugar ou aqui mesmo no computador escrevendo este post? Na verdade, entre as rotinas esta é uma das mais improváveis. Algo que não dá pra prever. Simplesmente, surpreendente. Gosto disso. Quando eu tinha 13 anos descobri que a noite de sexta-feira era especial para um adolescente. Antes de pensar na noite, propriamente dita, nas meninas, nos prazeres, nos perigos, nos compromissos, eu pensava, simplesmente, nos episódios de um seriado da década de 80 chamado “Armação ilimitada”. Aventura, praia, besteirol e tudo aquilo que fazia parte de um programa de humor. Aos sábados pela manhã todos da turma da escolinha de futebol sabiam que o assunto era um só: Juba, Lula, Zelda, Bacana e, claro, o impagável Francisco Milani como o chefe. Quem já passou dos 30 sabe que esta era uma das febres da época. Gosto em especial da rotina dos domingos. Televisão desligada, luz de cabeceira e um conto de Machado de Assis até o sono chegar. Quarta-feira é sagrada. Futebol na telinha e cerveja no freezer. Amigos reunidos ou sozinho no sofá. Raramente, Sabrina topa assistir o jogo do Flamengo comigo. Perigo real e imediato. Explico: se o time vai bem, o humor acompanha os comentários femininos. Se vai mal, só com entorpecentes etílicos. Brincadeirinha. Sexta é de lei. Do trabalho para o bar. Dependendo das preliminares, o céu é o limite. Segunda é dia de lanche. Carboidratos necessários para curar o fim de semana. Papo pro ar e romantismo sob meia luz. Terça e quinta é roleta russa. Em qualquer lugar, qualquer coisa pode acontecer. Sábado é quando a dita-cuja vira uma criança. É isso aí, quando o Sol se põe é hora do brinde. Saúde!   

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