Hoje resolvi pensar no que faço diariamente e o quanto parte da rotina me faz feliz. Nos próximos dias irei dividir aqui com vocês um pouco do que representa fazer algo repetidamente em três atos: manhã, tarde e noite.  

 

ROTINA DA MANHÃ: acordar, atravessar o corredor que leva à sala, desviar do cachorro que estava dormindo até ouvir o barulho da maçaneta da porta do quarto, abrir os olhos, abrir a varanda, abrir os olhos de novo, dar uma espiada no horizonte, sentir o cheiro do dia, cheiro de chuva, cheiro das plantas, cheiro do pum, ops… foi do cachorro. Volto pra sala. Mais doze passos e chego à porta do meu apartamento. Pego o jornal que lá está desde de pouco antes das 6h. Digo isso porque acordo quando o ponteiro das horas está de cabeça pra baixo e o dito-cujo do jornal lá já está sobre o capacho. Começo pela capa. Manchete, charge, escândalos e vou para minha seção preferida: Esportes. Por lá permaneço por 10 minutos. Puro deleite, mesmo quando  o Flamengo está de mal a pior. Na sequencia, Caderno da Cidade, TV, Internacional, Meio Ambiente, colunistas e outros 10 minutos. Água no rosto, chinelo no dedo, coleira no cão e saio para a caminhada matinal dos machos da casa. Mais uma hora em meio a latidos, bolas de tênis arremessadas ao longe e alguns inimigos caninos de plantão. Prosa na portaria com o zelador. Espera pelo elevador de serviço. Missão cumprida. Retorno ao lar. Beijo na Sabrina, voz de sono, mais dois dedos de prosa, café com torradas, banho e auto-estrada Lagoa-Barra. 50 minutos, marcha lenta, repórter aéreo, dicas de investimentos no rádio, piadas, boletins, mais informação, música, twitter. Ligo pra Sabrina ou ela me liga. Sem tanta pressa, conversamos mais sobre o dia que está começando. Beijos. Trânsito menos lento na chegada à Zona Sul. Quando a pressa é tanta e o café não deu pro gasto, casa de sucos. Pão na chapa e laranja com acerola. De carro ou de ônibus, parada quase obrigatória. Entro no Rebouças e às 9h estou na minha mesa na redação do Futura.   

 

Continua…

 

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