Fla de novo em uma final. Fato recorrente que não me faz acreditar ne evolução do time, mas confirma poder de chegada do rubro-negro. Ronaldinho Gaúcho ainda não deu o ar da graça. Começou com mais empolgação do que futebol, a ponto de revelar seu lado violento em muitas bolas divididas. Parece que alguém teve uma conversa ao pé do ouvido do craque e resolveu, por hora, o problema “de freio” para evitar contusões nos adversários. Gols só de bola parada. Uma vergonha para quem ganhou destaque na carreira com arrancadas e dribles desconcertantes. Destaque mesmo é o ex-tricolor-dançarino-do-créu-arrependido Thiago Neves. Este sim, cada vez mais se firma no escrete da Gávea e vem demonstrando vigor na virada de casaca. Vontade e talento, somados a um bom poder de marcação e visão de jogo. Só é mau batedor de penalidades. Êta trauma que resiste desde a final da Libertadores do Flu contra a LDU em 2008.

Falta ainda um matador. Problema crônico que ganha contornos dramáticos com a chegada do Brasileirão. Hoje à noite, contra o fortíssimo Horizonte-CE há a obrigação de vencer e convencer. Enfrentar o Vasco no final de semana com auto-estima elevada é fundamental para sepultar de vez mais uma tentativa cruzmaltina de abocanhar o caneco. Detalhe: o time da colina é o que melhor soube aproveitar – por incrível que pareça – a pré-temporada que se transformou esse Campeonato Carioca. Passado o fiasco do primeiro turno, que lembrou e muito o naufrágio para a segundona, o Vasco chega com força e elenco para uma decisão que há muito não via. Pena que é contra o Flamengo, time que por tradição sapeca o rival em finais. A ver!