Todo ano é a mesma coisa. Pé na areia, pula sete ondas, joga uma flor para a rainha do mar e, no que você se dá conta, já cumpriu o ritual sagrado de mandingas e costumes tradicionais do reveillon. Estava com amigos na praia do Leblon. Depois de uns goles à mais a algumas esquinas dali, turma reunida para brindar a chegada de 2011. Em meio à rolhas e espinhos, eu e Sabrina quase fomos engolidos por um tsunami de meio metro, que resolveu quebrar de direita e arrebentar no canto da praia nas imediações da Bartolomeu Mitre. Risos soltos e corações leves. Apesar das desavenças com o destino no ano que passou, é tempo de agradecer pelas dádivas da vida. Sou um privilegiado. Feliz em acreditar que o amanhã será sempre melhor que o hoje. O borrão acima chega perto do que realmente estava enxergando àquela altura. Me disseram ser fogos do Vidigal mas, pra mim, pareciam vindos da princesinha do mar, distante poucos quilômetros dali e, claro, do lado oposto à foto.