Era tarde de domingo. O meu Flamengo entrava em campo para enfrentar os meninos da Vila Belmiro. Jogo tenso. Fazia mais de duas semanas que o rubro-negro da Gávea não conquistava uma vitória. E assim continuou após os 90 minutos do embate contra o Santos. Mas isso não importa. Era também a despedida do Maracanã. Na verdade, um “até breve” ao gigante Mario Filho. Às vésperas da Copa do Mundo, já tinha passado da hora de fechar as portas visando melhorar a estrutura para a mais importante competição do futebol mundial que se aproximava.

Nas arquibancadas, 35 mil pessoas entovam cânticos de amor ao time que fez do galinho de Quintino o maior ídolo de uma nação. Nação apaixonada que arrastou tamanha massa de torcedores quando a equipe ocupava apenas a 15ª posição na tabela do Campeonato Brasileiro. Uma vergonha para o atual defensor do título nacional.

Ao meu lado, um fiel torcedor, também rubro-negro, só que este do nordeste. Marcílio Brandão é dos mais entusiasmados seguidores do Leão do Recife. O Sport. No entanto, em meio à beleza do espetáculo no mais famoso palco do futebol tupiniquim, entregou-se à alegria dos demais.

Ah, só para constar: o jogo terminou 0 x0.