Dia 27 de maio é o Dia Nacional da Mata Atlântica.

Ontem saiu a sexta edição do Atlas da Mata Atlântica. O documento, elaborado pela Fundação S.O.S. Mata Atlântica em parceria com o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, traz novos números sobre este que é um dos biomas mais ameaçados do país. Vale lembrar que 60% da população brasileira ou cerca de 112 milhões de habitantes vivem em áreas de Mata Atlântica. São infinitos recursos que vão desde o fornecimento de água, madeira, cosméticos, artesanato, além, é claro, de campo para estudos de biodiversidade e pesquisas sobre a influência no clima e na temporada de chuvas em diversas regiões do país.

Os números apontam Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina como os estados que mais devastaram a floresta nos últimos dois anos. A área devastada é equivalente à metade da cidade de Curitiba. Por falar no Paraná, cerca de 15% das tradicionais florestas de Araucárias também se foram. Se considerarmos apenas os municípios, a terra do pão de queijo lidera o ranking da motosserra com 5 cidades (3 delas do Vale do Jequitinhonha) entre as 3.222 estudadas. No entanto, em meio à tragédia, uma boa notícia. No que diz respeito aos usineiros de cana-de-açúcar, que até então se acostumaram a aumentar sua produção com práticas como a queimada da floresta, agora colaboram mais com projetos de preservação e reflorestamento.

Mais info sobre o mapeamento em www.sosomatatlantica.org.br

Deixo aqui um abraço especial para Mário Mantovani, entusiasta dessa luta.