Na semana passada subi o morro Santa Marta, em Botafogo. Mais uma vez estava ao lado de uma equipe de reportagem do Canal Futura. Subimos para falar sobre abordagem policial. Tema delicado, uma vez que a Unidade de Polícia Pacificadora opera há pouco mais de um ano no local.

Apesar dos avanços, ainda percebo um certo distanciamento entre moradores e policiais. É natural. Difícil confiar plenamente em uma instituição que costuma subir morros em operações de combate ao narcotráfico com fuzis à caça de traficantes. Vejam bem, não estou condenando a presença do Estado, no papel da polícia, em situações como esta, estou apenas refletindo sobre o que, de fato, permanece em uma comunidade após décadas de esquecimento do próprio Estado. A PM – quando combate o narcotráfico – age na consequência e não na causa. É sempre no fio da navalha. Agora, com as UPPs, está invertendo a ordem dos fatores em algumas comunidades, agindo na causa, na garantia de direitos, no respeito, trazendo com ela serviços como internet sem fio e luz regularizada, pelo monos no caso do Santa Marta, e outros benefícios.

Mas ainda é preciso descaracterizar aquela postura que permanece em algumas situações. O excesso de poder, a arbitrariedade. Se o tráfico foi embora, o pobre não pode ser encarado como problema.

Este vídeo é um exemplo de como jovens e adolescentes que cresceram em meio à vioência urbana se conscientizam e opinam sobre democracia.

 

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