O mês de dezembro me traz à lembrança uma das épocas mais marcantes da minha vida. Durante a infância, era neste período que encontrava os amigos após o ano letivo. As férias escolares eram certeza de felicidade nas cercanias de Petrópolis. Por inúmeras vezes, grupos de 10, 15 ou até 20 crianças passavam horas e horas no pátio e nas ruas brincando e reinventando brincadeiras.

As memórias vieram à tona por causa do clima de tensão vivido em Copacabana, no Rio. O bairro mais tradicional da cidade, berço da princesinha do mar,  aguarda a ocupação – por parte de uma Unidade de Polícia Pacificadora – em duas favelas na região. É impossível não deixar de pensar nas famílias, nas crianças que acabam se envolvendo com esta realidade pela simples falta de opção de moradia e serviços básicos como saneamento, educação e saúde. Acredito que a melhor saída para a diminuição da criminalidade é a oferta destes serviços a quem menos tem condições de conquistá-los. 

Fica difícil encontrar outra maneira de melhorar a qualidade de vida e a segurança na cidade-sede das Olimpíadas. Apesar do evento daqui a 7 anos, esse é um direito do povo. Direito nosso que queremos oferecer aos nossos filhos e netos.