escola

Quando comecei a trabalhar no Canal Futura, em 2006,  ficava me perguntando como seria lidar diariamente com profissionais ligados à área de Educação. Será que a TV é capaz de mostrar aos brasileiros – de uma forma que não seja chata – um assunto tão corriqueiro?  Muito bem. Descobri que sim. É possível e, mais do que isso, as fontes que antigamente complementavam um ou dois lados de uma mesma estória, agora se multiplicam em dezenas ou até centenas – por que não dizer milhares? – de opiniões que devem ser agrupadas em um texto jornalístico ao se fazer um relato sobre Educação.

Depois de passar um longo período em uma produtora de vídeo fazendo reportagens sobre meio ambiente, resolvi apostar na ideia e viver novos ares. Não deixei de lado a temática ambiental – porque estes são valores que levarei para o resto da vida – mas, passados os primeiros meses, percebi que a simples cobertura factual de um repórter não era suficiente para explicar ao público números e estatísticas capazes de traduzir as mazelas de milhares de famílias que, com baixa escolaridade, se transformam em vítimas de uma sociedade cada vez mais desigual. Toda hora a gente vê na mídia reportagens sobre avanços ou retrocessos no campo da Educação. Sinceramente, acredito que, de uns tempos para cá, podemos nos orgulhar de ver mais avanços do que retrocessos. 

jornalistas

O caminho ainda é longo e, provavelmente, quem verá os resultados serão nossos filhos e netos. Ou os meus filhos e netos, quem sabe?  O país está se preparando, de fato, para deixar uma política de Educação para o benefício das futuras gerações. Gerações que, tomara, poderão estudar em escolas públicas de qualidade. Eu não pude. Acho que sou reflexo de uma classe média que acreditava que a escola particular era a melhor opção. Na minha cidade, Petrópolis, era sim. Tenho um pouco de inveja de quem diz: “eu estudei a vida inteira em escola pública” . Inveja branca, se é que isso existe, mas não me arrependo de nada em minha trajetória acadêmica. O ponto é o seguinte: educação é a base de tudo e temos que dar valor a ela a todo instante. Temos que entendê-la melhor para poder ajudar outros a entender melhor desafios como analfabetismo, distorção idade-série, evasão escolar, ensino de jovens e adultos,  formação de professores, inclusão social, gestão acadêmica… enfim, entender a vida. Para dar uma forcinha, a ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância –  lançou um guia para qualificar a cobertura jornalística sobre a educação brasileira. Veja em www.andi.org.br 

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