A primeiro sentimento que vem à cabeça quando se entra em um presídio é o medo. É inevitável. Aquela sensação estranha. Todos ali demonstram claramente a vontade de não estar ali. E não falo apenas dos presos que, por razões óbvias, estão desconfortáveis com a rotina, mas também os agentes carcerários e profissionais envolvidos com a segurança local. Os olhares intimidam. Para quem, como eu, é um estranho no ninho, qualquer movimento deve ser pensado e repensado. Ainda mais com uma equipe de TV. Ninguém gosta de ser identificado para a sociedade como infrator, mal elemento ou persona não grata frente  à própria família.

Passo a passo, o estômago vai desembrulhando e percebemos que existem propostas socioeducativas que podem ser aplicadas em qualquer lugar, inclusive na cadeia. O ócio alimenta o ódio e é contra este sentimento mesquinho que ambientes podem ser transformados em alternativa de um novo modelo de vida para quando a porta de saída – ou melhor, entrada – estiver de novo aberta à sociedade.

O motivo da visita da equipe de reportagem do Canal Futura era registrar um cineclube, onde detentos passam algumas horas semanais assistindo a documentários e filmes do cinema nacional.  O projeto é uma parceria da escola Anacleto Medeiros com a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro. Confesso que o processo não pode ser aplicado a todos e que, de fato, existem pessoas que não mudam, mas vejo em alternativas como esta uma chance de enfrentar problemas como a superlotação em presídios e a reincidência criminal.

Abaixo, um trecho da nossa visita.

 

 

A reportagem completa você confere na página do Futura.

 

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