rio_2016

Pensar em esporte é pensar em qualidade de vida, desenvolvimento humano, bem-estar do corpo, da mente e, é claro, de famílias, escolas, comunidades, cidades e até países… mas também significa bilhões de reais que atraem os olhos de muita gente.

Vamos mais uma vez acompanhar a candidatura do Rio de Janeiro a sede dos Jogos Olímpicos, agora em 2016. Muita emoção nas ruas, o povo acompanhando o apelo da mídia e nossos ilustres governantes e ministros de Estado tentando provar a todos de que somos capazes de receber e – principalmente – investir em tal empreitada.

Sou um amante do esporte, acompanho diversas modalidades e também tenho a vontade de ver o país crescer e evoluir com uma Olimpíada, mas não podemos nos esquecer do que aconteceu com o Pan-Americano no Rio de Janeiro em 2007. O evento foi realizado à duras penas, com um orçamento quatro vezes maior do que o previsto. No final das contas, o tal legado que a maior confraternização esportiva das Américas prometeu deixar na cidade não aconteceu.

Complexos como o Parque Aquático Maria Lenk, a Arena Poliesportiva e o próprio Engenhão, são subutilizados pelos moradores e atletas locais. A grande expectativa é que com um evento como as Olimpíadas, a cidade possa desenvolver seus atletas e formar novos campeões, gerando renda e emprego a um número maior de pessoas do que simplesmente àquelas que participam de uma competição tão grande como a que acontecerá em 2016.

Confesso ainda que a briga com cidades como Tóquio, Madri e, a favorita a meu ver – a Chicago de Obama – será duríssima, mas acredito que uma conquista já foi alcançada: chegamos à reta final do processo seletivo e isso já mostra uma evolução.

De repente, rola até uma surpresa e o Rio chega lá. Acho difícil, mas como o Brasil faz cada vez mais parte dos debates internacionais e representa uma força frente aos países em desenvolvimento… tudo pode acontecer.

Otimista como sempre, torço pela nossa Cidade Maravilhosa!!