Pela tarde fui a Petrópolis-RJ, minha cidade natal. Desta vez não a passeio, como de costume, mas a trabalho. Na verdade, posso dizer que fiz um pouco dos dois, afinal, meu entrevistado era uma pessoa da família.
Logo no portão da casa de Eduardo Augusto de Brito e Cunha, meu avô paterno, somos recepcionados por dois simpáticos cães: Felisberto, um boxer parrudo, e Thor, um Collie, aquele mesmo do seriado Lassie dos anos 80.
Caminhamos pelo jardim até os fundos da casa, onde escolhemos o local para gravar o depoimento. Na equipe, me acompanham a produtora Virgínia Fialho, o cinegrafista Antônio Gurgel, o técnico de som Joelson Catarino e o motorista Luis.
 
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O tema da conversa é a obra do caricaturista J. Carlos, pai de Eduardo Augusto e, por consequência, meu bisavô. O registro faz parte do documentário J. Carlos – a figura da capa, que estou dirigindo e que será exibido em fevereiro no Canal Futura, pouco antes dos festejos de carnaval.
 
Eduardo Augusto de Brito e Cunha (èsq.) mostra estojo usado por J. Carlos durante a carreira

Eduardo Augusto de Brito e Cunha (à esq.) mostra estojo usado por J. Carlos durante a carreira

 

Permanecemos na casa por quase quatro horas. Entre um cafezinho e outro, belas estórias, caricaturas aos montes, capas de revistas da primeira metade do Século XX, como Careta, Para Todos e Cruzeiro e ainda faltou tempo para ouvir relatos  sobre a vasta obra do caricaturista da família.
capa da revista Para Todos numa edição de carnaval dos anos 1920

capa da revista Para Todos numa edição de carnaval dos anos 1920

Breve aqui mais detalhes sobre os bastidores do documentário…
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