Outro dia, estava de passagem pela Via Dutra para fazer uma matéria sobre reflorestamento em beira de rios, em Nova Iguaçu-RJ. Olhando pela janela do carro, fiquei pensando como a ocupação desordenada é prejudicial ao abastecimento de água em muitos municípios. O rio Paraíba do Sul, que nasce no interior de São Paulo, atravessa as Minas Gerais e encontra a foz no município de São João da Barra, já no estado do Rio de Janeiro, sofre diretamente os efeitos do desmatamento de suas margens.

 

rio Paraiba do Sul

rio Paraíba do Sul

Uma boa ação que pode diminuir ou, pelo menos, frear o ritmo da motoserra em nossas florestas são as RPPNs – Reservas Particulares do Patrimônio Natural. A iniciativa consiste em reservar um naco de terra em uma propriedade particular para a preservação ambiental. Nesta área, não se pode caçar ou desmatar, por exemplo. A floresta fica ali para diversos outros fins que acontecem naturalmente pelo fato dela estar intacta. Um destes benefícios é a quantidade de água em uma região, que diminui se a a mata na beira dos rios for retirada.

 

RPPN na Mata Atlântica

RPPN na Mata Atlântica

Além disso, o proprietário recebe incentivos fiscais pela ação, como: isenção do ITR, crédito agrícola, e assessoria técnica do Ibama para desenvolver atividades que não alterem a biodiversidade local, como o ecoturismo.

 

No Brasil, o programa de incentivo é coordenado por duas ONGs: a  Aliança para a Conservação da Mata Atlântica e a SOS Mata Atlântica. Em cinco anos de trabalho, mais de 200 RPPNs foram criadas em 12 dos 17 estados da Mata Atlântica.

 

leia+

www.conservation.org.br

www.sosmatatlantica.org.br

www.nature.org

www.ibama.gov.br