Hoje pela manhã estive no Terminal Rodoviário Novo Rio para fazer uma reportagem sobre crianças desaparecidas, situação que se agrava nesta época do ano.

Movimento grande logo na entrada. O fluxo de táxis é ininterrupto. Chega, desembarca, vai embora. Enquanto isso, na boca do povo: “Espere aí moço… Vem cá, Pedrinho… Pai, carrega pra mim… Só um minuto, seu guarda… Tem passagem pra Cabo Frio?” e por aí vai.

Em meio a bolsas, sacolas, churrasqueiras e pranchas de surf, o público se ajeita pra curtir aquele tão esperado feriadão de fim de ano. Pois bem, só faltou ligar o sistema de ar condicionado. Milhares de pessoas circulando por corredores e plataformas de embarque a uma temperatura de 33 graus. O cidadão brinca de poste esperando na fila do guichê e já tem que abraçar o capeta com esse calor infernal. Entre eles, Damião, sujeito que conheci por lá.