No próximo dia 22 de dezembro lembraremos os 20 anos do assassinato de Chico Mendes. O legado deste, que foi um dos maiores defensores da Floresta Amazônica e de seu povo,  foi reconhecido publicamente nesta última quarta-feira(10/12) em Rio Branco, no Acre. O ex-líder seringueiro foi anistiado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Em tempo, vale lembrar que os conflitos iminentes chico-mendesentre índios e arrozeiros no estado de Roraima podem representar um novo marco na briga pela posse da terra na região. A demarcação da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol homologou – de forma contínua e como desejavam as lideranças indígenas – um trecho equivalente à quase a metade do estado de Roraima. O Governo Federal fez algumas exigências que garantam a tal da soberania nacional, como permissão de entrada de não-índios na Reserva, uso dos recursos naturais, além, é claro, da proibição do desmatamento, muito comum na região para a criação de gado e comércio ilegal de madeira.  De qualquer maneira, achei razoável o desfecho da situação. E isso tudo em época de efemérides: 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e 40 anos da edição do Ato Institucional número 5, o AI-5, que marcou duramente um período de censura no Brasil. Viva a terra e o diálogo.