Antes de criar este blog, conversava com minha mulher e uma amiga sobre algo que gostaria de colocar em prática em um espaço como este.

Pensei em escrever pequenos contos e crônicas que nunca tivessem um final e que, a cada dia, uma outra pessoa continuasse a estória. Pois, bem! Darei o primeiro passo e quem tiver vontade pode seguir adiante com um comentário. Talvez, um dia, reuniremos em livro casos de escritoras e escritores anônimos ou apenas teremos o pequeno trecho de uma estória sem fim publicado neste post.

 

O dilúvio

Duas folhas caíram quando Heitor ouviu o barulho do vento pela janela. Morador antigo do bairro das Laranjeiras, ele sabe que nesta época do ano a chuva não levaria mais de dez minutos para chegar ao seu quintal. Do lado de fora, Ana se apressa para recolher as roupas penduradas no barbante amarrado entre o tronco da figueira e a cerca que divide o terreno com o vizinho.

Vai alagar tudo outra vez. Diz Ana, já com toalhas no ombro.

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