Estávamos em meados de maio, final da temporada da cheia. “Tem pouco peixe. O nível do rio tá muito alto”, diziam pescadores trazendo pequenos bagres na canoa.
Fazer uma reportagem sobre o rio Madeira era desejo antigo. Havia quase um ano que o departamento de jornalismo do Canal Futura avaliava a possibilidade de enviar uma equipe a Rondônia.  Comecei, então, a perguntar aqui e ali o que todos achavam da construção de duas usinas hidrelétricas na região amazônica. Para minha surpresa, a opinião geral era bem crua. As pessoas não faziam idéia, de fato, do que representam empreendimentos que somam R$17 bilhões e que até 2015 irão erguer duas centrais para a geração de energia a partir das águas do Madeira.
Para alguns cientistas, a Amazônia é a última fronteira para a ser explorada para garantir a eficiência energética no Brasil. Para outros, trata-se da última chance do país provar para o mundo que o desenvolvimento pode ser alcançado com a floresta em pé e com o sustento das famílias que lá vivem.  
 
Lava, Maria, lava...

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www.riomadeiravivo.org

www.unir.br

www.epe.gov.br