Em tempos de aquecimento global, falar em fontes alternativas para a geração de energia não chega a ser nenhuma novidade. Estive há pouco tempo nos laboratórios da COPPE, na Universidade Federal do Rio de Janeiro para saber como andam as pesquisas nacionais com biodiesel. Hoje, já possível gerar energia através de sementes de plantas, como a mamona, o girassol, o dendê e a soja. Já se pode até extrair biodiesel do côco. Isso, sem falar daquele óleo de cozinha que usamos para fritar batatas ou pasteizinhos de camarão, que também pode ser reaproveitado. 
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Quem conversa comigo é a engenheira e especialista em planejamento de transportes, Suzana Kahn Ribeiro. Logo, percebo que grande parte da pesquisa está concentrada em sementes de soja, o que traz à tona uma encruzilhada para o país: a princípio, o óleo extraído da semente de soja tem um rendimento maior do que as demais e, para produzir biodiesel em grande escala, seria muito cômodo para o Brasil investir no setor, que já tem toda a infra-estrutura para o processamento de soja.
É, pode ser, mas, como prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, é bom lembrar que, apesar de todos os benefícios da soja para a produção de alimentos, inclusive de muitos caldos de penosas usados para temperar o cardápio da deliciosa culinária tupiniquim, trata-se de uma monocultura. Pequenos produtores espalhados por aí podem ficar de fora dessa grande fatia de benefícios públicos que está por vir.

 

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www.planeta.coppe.ufrj.br

www.agenciabrasil.gov.br

www.cptnac.com.br

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