Acompanhe aqui um pouco das minhas experiências em campo, bastidores de reportagens ou de algumas andanças por aí com fotografias tiradas do meu celular. Desde que iniciei minha carreira – em meados da década de 1990 – somei algumas horas-extras, aprendi e continuo aprendendo muito a cada relato de um entrevistado, de um amigo, de um colega de redação, daquele personagem que marcou uma série especial, mas percebi também que existem detalhes na vida que tornam o caminho de um jornalista algo mais agradável. Destaco dois: [rapadura é doce, mas não é mole, não] e [ouvir].

Aproveitem!

 

josebritocunha@gmail.com

 

Sabe aquela piada sem graça? Aquela que você demora a entender ou até entende bem rápido, mas não consegue sorrir? Pois bem. Ao me deparar com o bom e velho dilema de escolher um canal na frente da TV, passei por um filme cujo nome me despertou interesse: Pneu. É sério. Pra início de conversa, o filme tem o sugestivo nome de pneu. Apertei mais um botão em meu potente controle remoto e fui em busca de uma explicação meramente plausível para tamanha criatividade. Na sinopse, mais um susto. Tratava-se de um filme contemporâneo. Datado do ano de 2010. Puta que pariu!! Antes fosse um clássico do cinema mudo ou ainda um seriado mexicano da década de 1970, sei lá… mas, não. Um filme recente. Fiquei pensando no que poderia render uma obra cinematográfica com este título. Rendeu mais alguns cliques no controle. Aquilo prendeu minha atenção. Fiquei curioso em saber como um desgraçado de um roteirista, produtor ou diretor foi capaz de chegar a tão belo nome ao terminar de rodar uma película. E não para por aí. Classificação indicativa: 16 anos. Categoria: terror. Personagem principal: o pneu. Caramba!!! Era verdade. Alguém dirigiu um filme em que o protagonista era um pedaço redondo de borracha. Detalhe: o tal pneumático tinha instinto assassino. Comecei a rir. E não era só isso. Acredite se quiser: com poderes telepáticos!! Era demais para compreensão humana. Às vezes fico pensando: deve haver algum universo paralelo onde as pessoas são muito mais inteligentes do que eu. Algo do tipo “caverna do dragão”. Não consigo acompanhar tanta (r)evolução da espécie. Não resisti e peguei meu celular pra registrar este momento célebre, digno de uma estatueta hollywoodiana. Por momentos, breves momentos, confesso, o pequeno trecho que assisti me lembrou Javier Bardem em “Onde os fracos não tem vez”. Há testemunhas. Sabrina estava ao meu lado e não me deixa mentir. Pior do que Big Brother Brasil!!

Peraí, já estou exagerando…

Tirem suas próprias conclusões porque eu vou ler meu livro.

 

Sexta-feira é dia em que,  em geral, acordo com uma vontade maior de fazer coisas extravagantes. Sentimento que ganha força com uma manhã ensolarada de céu azul. Com certeza, ajuda, e muito, a despertar o bom humor e irradiar alegria pelo corpo de um jovem jornalista.

Quem quiser se tomar uma dose desta celebração da vida, sugiro clicar no vídeo acima, afinal, quem duvida que vida de surfista é boa?

Diversão pura. Quem lembra?

Três lembranças do Sítio Burle Marx. Estive por lá há alguns anos e recuperei estas fotos ao organizar meu computador.

Coisa de fim de ano.

 

 

 

Eu tinha três anos de idade, não vi o jogo, mas me lembro com detalhes dessa estória a partir do momento em que descobri a alegria de ser rubro-negro.

Já está na hora de conquistar a América e o mundo novamente.

Vamos Flamengo!

Brasileiro até no nome, ele teve uma trajetória de vida diferente dos demais jogadores de futebol. Embora o sonho de criança seja o mesmo de praticamente todo garoto que nasce no Brasil, quando chegou à juventude fez questão de se formar em medicina antes de continuar a carreira. Essa é apenas uma das fases da vida de Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira ou, simplesmente, o Doutor Sócrates. Ex-jogador do Corinthians e da seleção brasileira, ele foi meu entrevistado no dia 19 de julho de 2009.

O bate-papo que tive com Sócrates aconteceu no estádio do Botafogo de Ribeirão Preto-SP. Foi lá que o “doutor” começou a carreira. Na entrevista, Sócrates conta como foi a mudança de Belém do Pará, sua cidade-natal, para o interior de São Paulo. Fala sobre o que considera uma das maiores injustiças do futebol internacional: a eliminação do escrete canarinho da Copa do Mundo de 1982 na Espanha; sobre o uso do “calcanhar” como estilo de jogo. Não mede palavras para opinar sobre o mercado do futebol, que cada vez mais cedo leva nossos jovens talentos para fora do país. Sócrates lembra ainda como foi a Democracia Corintiana, movimento liderado por ele e outros jogadores na década de 80, quando parte do time cobrava participação nas decisões políticas do clube. Detalhe: isso aconteceu em plena ditadura militar e na época em que no Brasil não havia eleições diretas para presidente da república.

Entre outros assuntos, o “magrão” faz uma análise crítica do futebol como instrumento de formação de adolescentes e jovens e como clubes, atletas e governos poderiam colaborar com a inclusão social através do esporte.

A entrevista será reexibida nesta terça  às 22h30 no Canal Futura.

“Hoje é dia de rock, bebê.”

Aproveitem a sexta-feira!!

Todos os dias quando saio de casa converso com eles, seja para dar boa tarde, perguntar como anda aquela obra interminável que chega sem avisar na forma de cota extra ou, simplesmente, saber das novidades da vizinhança. O time de porteiros do meu prédio é sensacional! Só craque. Outro dia, trocando prosa com um deles, o Assis – tricolor dos mais fanáticos que conheço – descobri que internet e rede social também fazem parte da rotina da turma da guarita. Alguns são mais tímidos, outros extravagantes, mas todos esbanjam simpatia. Cordialidade não falta. E o melhor, entendem como poucos do bom e velho esporte que o brasileiro gosta. Falar de futebol é uma arte. Dizem por aí que existem três categorias dos entendidos no assunto: porteiros, garçons e motoristas. Pelos colegas da portaria garanto sucesso na crítica. Concordar ou descordar do jogo do fim de semana não importa. O que vale é parar ali por alguns minutos e debater sobre a peleja, o campeonato, as baladas dos jogadores pela noite da Barra da Tijuca. Todo mundo sabe do riscado um pouco. Entre botafoguenses, vascaínos, tricolores e rubro-negros nunca haverá consenso. Fato que se repete ao amanhecer, entardecer ou na madruga.

Salva a classe boa de bola e de conversa fiada sobre futebol.

Vejam que coisa mais linda dando mole pelas ruas de Buenos Aires: Sabrina Menezes Petry.

Pra minha sorte, estava muito bem acompanhada por este fotógrafo de plantão.

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